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Tamén neste período iniciou a súa participación na prensa, con colaboracións na publicación local ''O Patriota'', dirixida por [[António Lobo de Almada Negreiros]], o pai de [[Almada Negreiros]]. Mantivo esta colaboración durante moitos anos, sendo posteriormente correspondente do xornal en [[Lagos]]<ref name="barlavento.pt"/>. Colaborou tamén na revista algarvia ''Alma nova: revista ilustrada'', aparecida en Faro en 1914<ref>[http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AlmaNova/AlmaNova.htm Alma nova: revista ilustrada (1914-1930)] (copia dixital)</ref>. Máis interesado na docencia ca na labor pastoral, pediu o seu traslado como profesor do Seminario de São José, en [[Faro]], mais non lle foi concedido.
 
En [[1889]] foi nomeado capelán do Rexemento de Infantaría n.º 15 de Lagos. Alí mantivo unha intensa actividade social e cultural, e creou unha escola particular para estudos secundarios e o xornal ''O Lacobrigense'' (1891), que dirixiu e editou. No periódico publicou varios traballos relacionados coa cultura do Algarve relativos á [[etnografía]]. Despois foi destinado a Santarém, onde seguiu como docente e como estudoso da filoloxía. Máis tarde pasou a ser capelán do Rexemento de Infantaría n.º 17 de [[Beja]], cidade na que tamén foi profesor no instituto e no seminario.
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EmEn colaboração1902 compublicou oxunto professorao monchiquenseprofesor [[José António Gascon]] (1851-1931), publicou na ''[[Revista Lusitana]]'', tomo VII (1902; separata em 1906), os resultados da recolharecolla etnográfica que realizara no [[Algarve]], intituladabaixo o título de ''Dialectos Algarvios'', trabalho presumivelmenteposiblemente iniciado quandocando residiu no concelhoconcello de [[Monchique]]. Na mesma revista, entrepublicara abundante colaboração, emen 1900 publicou também a obra ''Subsídios para o Romanceiro Algarvio''.
Perante a recusa, resolveu concorrer a um lugar de capelão militar, sendo colocado em [[1889]] como capelão do [[Regimento de Infantaria n.º 15]], de Lagos. Durante os anos em que esteve colocado em Lagos, manteve uma intensa actividade social e cultural, criando uma escola particular para estudos liceais, de que foi professor, e fundando, em [[1891]], o jornal ''O Lacobrigense'', que dirigiu e editou. Naquele jornal publicou vários trabalhos relacionados com a cultura algarvia, pois dedicou-se ao estudo de temas da [[etnografia]] algarvia, sobre a qual publicou diversos artigos em vários periódicos.
 
Coa chegada da República Portuguesa a capelanía castrense foi extinguida e pasou ao ensino oficial. Abandonou o sacerdocio e casou polo civil con Matilde Cardoso de Araújo Nunes. Despois seguiu como profesor nos institutos de Beja, Santarém, o Liceu Camões de Lisboa e finalmente no Colégio Militar. Foi nomeado polo Goberno da República vogal secretario da comisión da Reforma Ortográfica de 1911, e en 1913 foi elixido socio correspondente da [[Academia das Ciencias de Lisboa]], institución da que pasou en 1926 á categoría de socio efectivo.
A sua carreira de capelão militar levou a que fosse transferido de Lagos para Santarém, continuando paralelamente a dedicar-se ao ensino particular e aos estudos de filologia. Foi assim que também leccionou em escolas particulares de [[Santarém]].
 
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Colocado depois no [[Regimento de Infantaria n.º 17]], em [[Beja]], acumulou naquela cidade as funções de capelão com os cargos de professor interino do [[Liceu de Beja|Liceu]] e de professor do [[Seminário de Beja]].
 
Em colaboração com o professor monchiquense [[José António Gascon]] (1851-1931), publicou na ''[[Revista Lusitana]]'', tomo VII (1902; separata em 1906), os resultados da recolha etnográfica que realizara no [[Algarve]], intitulada ''Dialectos Algarvios'', trabalho presumivelmente iniciado quando residiu no concelho de [[Monchique]]. Na mesma revista, entre abundante colaboração, em 1900 publicou também a obra ''Subsídios para o Romanceiro Algarvio''.
 
Com a [[implantação da República Portuguesa|implantação da República]], a capelania do [[Exército Português]] foi extinta o que o levou a passar para o ensino oficial a tempo inteiro. Abandonou então o sacerdócio, casando civilmente com Matilde Cardoso de Araújo Nunes.
 
Já filólogo reconhecido e apoiante dos ideais republicanos, em 1911 foi nomeado pelo Governo da República vogal secretário da comissão da [[Reforma Ortográfica de 1911]].
 
Na continuação da sua carreira na docência liceal, foi sucessivamente professor do [[Liceu de Beja]], do [[Liceu de Santarém]] e do [[Liceu Camões]], em Lisboa, antes de ser colocado como professor do [[Colégio Militar]].
 
Em 1913 foi eleito sócio correspondente da [[Academia das Ciências de Lisboa]], instituição de que passou em 1926 à categoria de sócio efectivo.
 
Já com uma carreira feita e uma sólida reputação académica como investigador da linguística, em 1914, com 55 anos de idade, foi nomeado professor extraordinário de [[Filologia Clássica]] da [[Faculdade de Letras de Lisboa]]. No ano de 1917, em reconhecimento do seu saber e numerosas contribuições bibliográficas, foi feito [[Doutor]] em Letras e promovido a professor catedrático e em 1928 escolhido para o cargo de director daquela Faculdade. Em 1929 retirou-se da actividade académica por atingir o limite de idade.